quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A RAPOSA.



Um lenhador acordava às seis  horas da manhã, trabalhava o
dia inteiro cortando lenha e só parava tarde da noite. Tinha
um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga,
tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.
 Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com 
sua chegada.
Seus vizinhos, entretanto, alertavam-no de que a raposa era 
um bicho, um animal selvagem e, portanto, não era confiável. 
Quando sentisse fome, comeria a criança.
O lenhador respondia aos vizinhos que isso era uma grande 
bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso.
Os vizinhos insistiam com ele:
— Abra os olhos, a raposa vai comer seu filho! 
Quando sentir fome, comê-lo-á!
Um dia, o lenhador, muito exausto do trabalho e já 
cansado desses comentários, ao chegar a casa, viu a 
raposa sorrindo, como sempre, mas com a boca 
ensangüentada! Suou frio e, sem pensar duas vezes, 
acertou o machado na cabeça do animal.
Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou seu filho no berço, 
dormindo tranqüilamente. Ao lado do berço, havia uma cobra morta!
O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.
Se confia em alguém, não importa o que os outros pensem 
a respeito dele. Siga seu caminho e não se deixe influenciar.
 Principalmente, nunca tome decisões precipitadas.

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